RAY FISHER | Ator é demitido de “The Flash” e critica Presidente da DC Films

Ator que interpreta o herói Ciborgue no Universo Expandido da DC iria participar de "The Flash", filme estrelado por Ezra Miller.

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Parece que as coisas não vão muito bem na produção do filme “The Flash“, da DC. Desde a última semana, diversos veículos de imprensa têm noticiado que o ator teria saído da produção e suas cenas excluídas do roteiro do longa, mas o próprio Ray tinha desmentido essas informações, já que a Warner ainda não havia confirmado seu desligamento de maneira oficial.

Mas dessa vez, é oficial. Em uma nota publicada em seu twitter, o próprio ator confirmou o desligamento. Deixando claro que sua participação no longa seria “muito mais do que uma ponta”, ele afirmou que não voltará a interpretar o Ciborgue nos filmes da DC.

Ray Fisher em Liga da Justiça da DC
Ray Fisher interpretou Ciborgue em “Liga da Justiça” (2017) e iria dar vida ao mesmo personagem em “The Flash”, da DC Films.
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Em uma parte mais polêmica do texto, Ray ainda acusou o Presidente da DC Films, Walter Hamada, de encobrir os atos do roteirista Geoff Johns durante o processo de investigação da produção de Liga da Justiça, cujas refilmagens geraram um ambiente de trabalho tóxico com ações racistas e discriminatórias. Confira a íntegra do texto disponibilizado nas redes do ator:

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“Eu recebi a confirmação oficial que a Warner Bros. Pictures decidiu me remover do elenco de The Flash.

Eu discordo fortemente da decisão deles, mas não é nada surpreendente.

Apesar do mal-entendido, o envolvimento do Ciborgue em The Flash era muito mais do que uma ponta – e enquanto eu lamento pela oportunidade perdida de trazer Victor Stone de volta para a tela, trazer a público as ações de Walter Hamada irá provar ser uma contribuição muito mais importante para o mundo.

No dia 30 de Dezembro de 2020, eu deixei claro que eu não poderia – com livre consciência – participar de qualquer produção associada ao atual Presidente da DC Films, Walter Hamada.

A razão por trás dessa declaração tem duas partes:

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1) A tentativa proposital de Walter de enfraquecer as investigações de Liga da Justiça para proteger seu amigo e ex-presidente, Geoff Jonhs.
2) A tentativa de Walter de proteger a si mesmo ao contribuir com a disseminação de mentiras e desinformações sobre mim e sobre a investigação de Liga da Justiça citada pela Warner Bros. Pictures em 4 de Setembro para o The Wrap.

Tenha em mente, a interferência de Walter Hamada na investigação de Liga da Justiça é uma questão completamente separada da investigação em si. E enquanto o comportamento de Walter não era um ponto de destaque para as investigações das regravações de Liga da Justiça, suas ações perigosas devem ser levadas em conta durante o processo de investigação.

No dia 7 de Julho, durante uma ligação de 57 minutos com Walter, eu fiz diversas tentativas de faze-lo expor minhas queixas de mal comportamento da parte de Joss Whedom, Geoff Johns e Jon Berg pelos respectivos canais.

Ao invés de escalar a situação quando ele foi questionado inicialmente, Walter deacreditou Joss Wheedon e Jon Berg na tentativa de acobertar Geoff Johns. Quando eu alertei Walter que Geoff tinha, de fato, uma grande contribuição para as questões que ocorreram – incluindo racismo flagrante – Walter tentou, mas sem sucesso, me fazer revelar o nome das testemunhas e outras especificidades que pudessem ser utilizadas para alertar Geoff das queixas que estavam sendo trazidas contra ele. Walter chegou até a rejeitar bruscamente certas queixas minhas, chamando-as de mentiras por causa de sua experiências de trabalho e relação pessoal com Geoff.

Walter indicou que ele foi informado do comportamento problemático de Joss Whedon com bastante antecedência antes da minha exposição no dia 1 de Julho de 2020. Parece que esse aviso veio de Geoff Johns, com quem Walter dividia a presidência da DC Films. Independente da forma que ele foi avisado, Walter sabia que minhas queixas contra Joss Whedon eram legitimas, e até tentou minimizar e dispensar a situação – dizendo que é um trabalho do produtor “proteger o diretor” e que ele estava tentando “seguir em frente” com tudo que tinha pra fazer na Liga da Justiça de Zack Snyder.

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Foi assim até que eu questionei Walter sobre expor minhas queixas como pedi – ele disso que isso estava “além de suas capacidades”. Sabendo que ele tinha passado dos limites e que eu não tinha intenção de recuar, Walter fez uma piada de mal gosto pedindo para que eu não colocasse “sobre isso no Twitter”.

Bem, agora, aqui estamos…

Apesar dos melhores esforços de Walter, a investigação da Liga da Justiça estava pronta para expor o comportamento racista, coercivo, discriminatório e vingativo de Geoff Johns durante sua posse com os afiliados da WarnerMedia. Isso também levou ao rompimento imediato entre a WarnerMedia e Joss Whedon.

Enquanto pode ser mais seguro legalmente e financeiramente deixar Geoff Johns sumir aos poucos, ou deixar Joss Whedon “sair” do seu próprio jeito – eu não compartilho nenhuma dessas responsabilidades.

Minhas responsabilidades são, e tem sido:

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1) Tentar proteger aqueles que foram corajosos o suficiente para emprestar suas vozes à investigação de Liga da Justiça.
2) Usar o pequeno poder que eu tenho para garantir que o comportamento exibido no ambiente de trabalho das regravações de Liga da Justiça (e sua investigação) nunca ocorra novamente.

Ninguém, em nenhuma profissão, deveria ter que discutir com seu empregador para que queixas de abuso, racismo e discriminação sejam levadas ao topo da cadeia de comando. E ninguém, em nenhuma posição de liderança, deveria tentar dissuadir quem deseja fazer tais acusações de fazê-las.

As ações de Walter transformaram essa narrativa de uma investigação de comportamento abusivo nos bastidores de um filme de 2017 em uma análise da cultura de acobertamento de Hollywood. Sua contribuição para a Warner Bros. Pictures no relatório de 4 de Setembro para o The Wrap era falsa, covarde e imprudente.

Eu sigo dizendo que Walter Hamada não cabe em uma posição de liderança – e estou disposto, em qualquer ponto, a me submeter a um teste de polígrafo para reforçar minhas queixas contra ele. Eu não sei quantas são as instâncias de abuso no ambiente de trabalho  que Walter já tentou encobrir no passado, mas espero que a investigação de Liga da Justiça seja a última.

E se o fim dos meus tempos como Ciborgue for o preço a pagar para responsabilizarem Walter Hamada por suas ações, eu o pagarei feliz.

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Avante!

Com Gratidão,

Ray.”

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A Warner Bros. Pictures e a DC Films ainda não se posicionou oficialmente sobre a saída do ator e sobre as acusações que ele faz contra Walter Hamada. Mais informações sobre o caso devem ser divulgadas em breve.

Arquiteto e Urbanista pós-graduando em Cenografia. Editor-Chefe e administrador do Sobre Sagas desde 2013. Apaixonado por adaptações cinematográficas, especialmente de fantasia.
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