Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é baseado numa história real?

Será que o filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é realmente baseado numa história real? Descubra nesta matéria do Sobre Sagas!



Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é baseado numa história real?

Recentemente, estreou nos poucos cinemas em funcionamento no Brasil o filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio. Sendo o terceiro filme do Universo The Conjuringo título traz uma vez mais o casal de investigadores Lorraine Warren (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson), já bastante característico da franquia. E novamente o filme Invocação do Mal 3 promete ser baseado numa história real. Mas será mesmo?

Se você já assistiu — ou ainda está pensando em assistir — ao filme Invocação do Mal 3 e está na dúvida se ele é ou não baseado numa história real, continue lendo esta matéria do Sobre Sagas e tire todas as suas dúvidas sobre essa questão!

Enredo de Invocação do Mal 3



O filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio gira em torno de uma história real, considerado o primeiro caso nos EUA em que um suspeito de assassinato alegou possessão demoníaca como justificativa para ter cometido o crime.



O suspeito em questão é Arne Cheyenne Johnson, interpretado no filme por Ruairi O’Connor. Ele assassinou seu senhorio, Alan Bono, e alegou que só fez isso a mando de um demônio que estava possuindo o jovem David Glatzel (Julian Hilliard), irmão mais novo de sua namorada, Debbie Glatzel (Sarah Catherine Hook), que anteriormente já havia chamado a atenção dos Warrens.

Jornal da época relatando a alegação de Arne Cheyenne Johnson de possessão demoníaca (Imagem: Reprodução/Hartford Courant)
Jornal da época relatando a alegação de Arne Cheyenne Johnson de possessão demoníaca (Imagem: Reprodução/Hartford Courant)




Depois de muita investigação, o casal de investigadores de casos sobrenaturais Lorraine e Ed Warren foram acionados. Até hoje, este é considerado um dos melhores casos de seus arquivos, o que justifica o fato de ter sido escolhido como tema do terceiro filme da franquia.

O que tem de real no enredo de Invocação do Mal 3?

Embora seja baseado numa história real, como acabamos de ver, nem tudo o que vemos em Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é necessariamente um fato real. Muito do que vemos no filme é pura ficção, assim como nos demais filmes da franquia.

Na indústria cinematográfica, é normal, ao se adaptar algum fato real, aplicar uma carga dramática excessiva a determinados eventos. Quando a adaptação é baseada em alguma história sobrenatural, é igualmente natural que os produtores exagerem no caráter sobrenatural da coisa, recorrendo a elementos fictícios. Especialmente quando a história em questão abre espaço para múltiplas interpretações, como é o caso do julgamento de Arne Cheyenne Johnson.

Inicialmente, o filme Invocação do Mal 3 retrata com fidelidade o que se sabe sobre o caso de Arne Cheyenne Johnson. Ele estava presente na sala quando o irmão mais novo de sua namorada, David Glatzel, foi exorcizado por padres com a ajuda dos Warrens. Foi nesse momento que o demônio obsessor supostamente pulou para ele, fazendo com que ele apresentasse alguns sinais sinistros e, posteriormente, assassinasse seu senhorio durante uma discussão. O filme também ilustra muito bem a repercussão que o caso teve na época, ganhando os noticiários e chamando a atenção da população.

Cena de Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (Imagem: Reprodução/Warner Bros. Pictures)
Cena de Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (Imagem: Reprodução/Warner Bros. Pictures)

Entretanto, a fidelidade com a realidade basicamente acaba aí. Todo o restante, incluindo o culto satânico, as aparições de espíritos, os totens, as casas assombradas etc. são criações dos roteiristas e não fazem parte do caso de Arne Cheyenne Johnson.





Portanto, o filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio é, sim, baseado numa história real, mas faz diversas adições ficcionais à história, não podendo ser interpretado como um filme documental — tanto é que ele nem mesmo se propõe a isso.

Seja como for, o filme termina da mesma forma como o caso terminou na justiça americana: com a alegação de possessão demoníaca sendo descartada pelo tribunal e com Arne Cheyenne Johnson sendo condenado de 10 a 20 anos de prisão, tendo sido liberado após 5 anos por bom comportamento.

Fontes: TheCinemaHolic e Wikipédia

Redator e revisor da WebGo Content, graduado em Letras – Português/Inglês pela PUCPR. Tem experiência com redação e revisão de textos para Web. Gosta de poesia, literatura, cinema, televisão e gatos.

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