FATE: A SAGA WINX | Como a série da Netflix se conecta ao desenho?

"Fate: A Saga Winx", live action de "O Clube das Winx", apresenta nova versão das fadas voltada para o público jovem-adulto.

“Fate: A Saga Winx” estreou na Netflix ontem, e diversos fãs do desenho já conferiram os seis novos episódios sobre o grupo de fadas que frequenta uma escola de magia. A trama é baseada nos acontecimentos de “Clube das Winx“, uma animação italiana transmitida pela Nickelodeon entre 2004 e 2009 e revivida em uma nova versão transmitida entre 2011 e 2019.

Muitos tem se perguntado quais as relações que a série original da Netflix tem com o desenho animado. Na série, uma boa quantidade de personagens serão familiares a quem acompanhou sua versão original, mas algumas outras modificações prometem atualizar a visão que os fãs tem sobre o universo da saga.

Entre os personagens que retornam, vale destacar Bloom, a Fada da Chama do Dragão (Abigail Cowen), Stella, a Fada do Sol Reluzente (Hannah van der Westhuysen), Musa, a Fada da Música (Elisha Applebaum) e Aisha, a Fada das Ondas (Precious Mustapha).

Outros personagens, entretanto, foram reimaginados pela produção da série, que se dirige ao público jovem-adulto, ao invés das crianças que assistiam ao desenho.  Musa, por exemplo, não controla mais a música em si, mas se apresenta como uma empática – um poder que pode ser tanto uma bênção quanto uma maldição, já que ela sente as emoções de todos os que estão ao seu redor.

Musa em Fate: A Saga Winx
Fate: A Saga Winx: Poderes de Musa (Elisha Applebaum) na série divergem do desenho.

A produção também apresenta novos personagens, ao mesmo tempo que corta outros – que certamente retornarão se houver mais episódios. Techna, a Fada da Tecnologia, ainda não apareceu ou foi citada, e Roxy, a Fada que exerce poder sobre os animais, também não deus as caras. Flora, entretanto, foi substituída por Terra (Eliot Salt), que diz ser prima da Flora na série e também exerce poder sobre as plantas. As Trix, trio de vilãs da animação, foram fundidas em uma única personagem: Beatrix (Sadie Soverrall).

Essas substituições, entretanto, geraram certa controvérsia. A Fada Musa, que era asiática no desenho animado, passou a ser interpretada por uma atriz branca, e Flora, uma fada de origem latina, também não apareceu. Isso gerou diversas acusações de whitewashing (embranquecimento) na produção.

Flora
Flora, a Fada latina em “Clube das Winx”: Em Fate, a personagem é apenas citada.

Abigail Cowen, protagonista do show, falou sobre o assunto em uma entrevista ao The Wrap: “Se tivermos a sorte de ter uma segunda temporada, eu acho que Flora chegaria e eu definitivamente gostaria disso. Não faço parte do processo de casting, mas eu acho que se a série for para uma segunda temporada, eu espero que essas preocupações possam ser abordadas, porque acho que a diversidade tanto na frente quanto atrás das câmeras é vital”.

Outra mudança notável foi o fato das Fadas estarem todas sem asas – o que pode ter sido uma estratégia para manter o orçamento acessível, já que dezenas de asas em CGI pode representar um custo considerável. Isso, entretanto, é explicado pela diretora da escola logo no primeiro episódio: “Nós tínhamos asas no passado… em nossa evolução, a magia da transformação foi perdida”.

Beatrix, a nova versão das vilãs de “Clube das Winx“, é capaz de criar seus próprios personagens malignos. Na primeira temporada, as fadas devem enfrentar os Queimados, seres que infectam a todos que tocam e retornam depois de 16 anos nesta temporada.

Beatrix em Fate: A Saga Winx
As Trix, vilãs de “Clube das Winx”, são transformadas em uma personagem única em “Fate”.

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Em entrevista ao The Guardian, o roteirista de Fate, Brian Young, falou sobre adaptar o show original para um drama para jovens: “É tentar descobrir como fundamentamos esta série em momentos reais das personagens, coisas com as quais qualquer espectador se identificaria. E isso vem de um grande fã de fantasia – eu tive meu personagem de Dungeons & Dragons quando criança – mas é muito mais fácil cair no absurdo com coisas como essas”.

Cowen também comentou ao The Wrap sobre a nova versão: “Eu sempre gosto de dizer: o público que gostava das Winx cresceu, e nós também. Então é definitivamente uma versão reimaginada do desenho italiano. E nós queremos surpreender e divertir aqueles que já são familiarizados com o show existente, ao mesmo tempo que nos distinguimos aos poucos como Fate, o live action”

Os seis primeiros episódios de “Fate: A Saga Winx” já estão disponíveis na Netflix, e podem ser conferidos através deste link.

Arquiteto e Urbanista aficionado por Cenografia e Cinema. Administrador do Sobre Sagas desde 2013 e apaixonado por adaptações cinematográficas, especialmente de fantasia.

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