Eternos | Por que eles não participaram da luta contra Thanos?

Ficou sem entender o motivo dos Eternos não terem interferido em conflitos anteriores da humanidade? Nós explicamos para você!

Publicidade

Publicidade

Eternos

A Marvel Studios divulgou na noite de ontem (25) o primeiro teaser e pôster oficial de Eternos“, filme que faz parte da Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) e introduz um novo grupo de heróis à franquia de filmes comandada por Kevin Feige. No vídeo, disponibilizado nas redes oficiais da produtora, é revelado que essas entidades acompanharam a humanidade em sua história, auxiliando e incentivando seu desenvolvimento.

O grupo apresentado, composto por dez entidades, demonstra diferentes tipos de poderes e habilidades no teaser, como superforça, supervelocidade, telecinese, manipulação de elementos, criação de armas, entre outras. Isso certamente os colocariam em papel vantajoso em um conflito contra qualquer vilão, e fez alguns fãs da Marvel se questionarem: por que os Eternos não interferiram na luta contra Thanos, que dizimou metade da humanidade em “Guerra Infinita”?

Publicidade

A resposta para essa questão, obviamente, será respondida pelo próprio filme, já que, como aliados da humanidade, faria sentido que essas entidades interferissem em um conflito desse tipo. Mas os quadrinhos e o teaser divulgado ontem nos dão alguns detalhes que podem nos ajudar a compreender melhor essa situação. Vamos lá:

Publicidade

O que os Eternos podem fazer?

Celestiais em Os Eternos
Celestiais: arte conceitual de como serão os “deuses astronautas” do MCU (Imagem: Reprodução/ComicBook).

Para compreender um pouco melhor essa questão, é necessário buscar apoio no universo Marvel dos quadrinhos. Neles, quando os Celestiais – os deuses astronautas da Marvel – chegaram na Terra, há cerca de um milhão de anos atrás, eles coletaram alguns Homo Erectus, uma espécie extinta de primatas, para realizar alguns experimentos genéticos.

Publicidade

Publicidade

O celestial Ziran, o Testador, modificou alguns primatas para terem um genoma instável, e assim foram criados os Homo Descendus, os Deviantes. Tidos como uma raça que passa por diversas mutações, eles ficaram livres e foram viver nas cavernas da Terra. Já o celestial Nezarr, o Calculador, criou a raça Homo immortalis, seres imortais e sem pelos capazes de acessar forças cósmicas: os Eternos. Após serem libertos, eles voaram para longe da nave dos Celestiais, que deixaram a terra.

Raças Eternos
Deviantes, Humanos e Eternos: as três raças vieram do mesmo ancestral comum (Imagem: Reprodução/Marvel Comics).

Vistos como deuses pela humanidade, os Eternos tiveram autonomia e liberdade para seguirem seus instintos e construírem suas vidas, mas eles sempre tiveram muito respeito aos seus criadores e às regras impostas por eles quando foram criados. Uma dessas regras pregam que os Eternos não devem interferir nas questões humanas até que os Celestiais retornem para o juízo final. Com isso, os Celestiais poderiam ver e avaliar o desenvolvimento da cultura humana através dos séculos.

Essa regra de não interferência foi resguardada por anos pelo próprio Zuras, um líder que fez parte da segunda geração de Eternos que viveram na Terra e foi assassinado pelo próprio Thanosque também é outro Eterno. Nos quadrinhos, aqueles que desobedeciam essa regra eram banidos e até mesmo seus nomes viravam tabus, como aconteceu com Gilgameshque optou por atuar como herói.

O que o teaser nos diz sobre os Eternos no MCU?

Ajak: personagem de Salma Hayek fala sobre relação entre Eternos e humanos (Imagem: Divulgação/Marvel).

No teaser divulgado ontem pela Marvel, a líder dos Eternos, Ajak (Salma Hayek), parece orgulhosa do desenvolvimento da humanidade até então: “Nós observamos e guiamos. Nós os ajudamos a progredir, e os vimos realizar maravilhas”. A partir disso, é possível concluir que, no MCU, os Eternos se apresentam como guias e incentivadores da evolução humana, mas não como causadores. 

Continuando o diálogo, é revelado que, assim como nos quadrinhos, os seres do filme também respeitam o acordo de não interferência. “Ao longo dos anos, nós nunca interferimos, até agora“, diz a personagem de Hayek. Essa decisão justifica o motivo deles nunca terem intervindo em eventos históricos e invasões alienígenas anteriores, mas, visando o filme em específico, o trecho mais importante desse diálogo está em suas duas palavras finais: até agora.

O que mudou para que os Eternos interfiram?

Publicidade

Publicidade

Se os Eternos conseguiram assistir metade da vida do universo ser extinta sem interferir nas batalhas humanas, é bastante provável que uma ameaça ainda maior que Thanos apareça no horizonte da Fase 4 da Marvel. A sinopse oficial do filme pode nos dar uma dica sobre essa ameaça: “uma tragédia inesperada força eles a saírem das sombras e se reunirem novamente contra o inimigo mais antigo da humanidade, os Deviantes“.

Deviante Eternos
Deviantes: Visual dos personagens foi revelado através de linha de camisetas da Marvel (Imagem: Reprodução/MCUDirect).

Provavelmente, o acordo de não interferência estabelecido pelo cânone da Marvel nos cinemas deve ter os Deviantes como exceção. Existe também a possibilidade dos Eternos optarem por quebrar o acordo e ir contra a vontade dos Celestiais, mas isso certamente os colocariam em apuros com os deuses astronautas quando eles optarem por retornar para a Terra.

Outra possibilidade também é apresentada nos quadrinhos: os Eternos apenas seguem as regras estabelecidas em suas criações até o momento em que os Celestiais regressam para a Terra. Quando isso acontece, cada um deles segue seu próprio caminho e tem liberdade para interferir nas questões humanas. A Sersi, inclusive, acaba se juntado ao time dos Vingadores em determinado momento.

Essa e outras respostas serão confirmadas com a estreia de Eternos“, filme que está programado para estrear nos cinemas brasileiros no dia 5 de Novembro deste ano. Para mais informações e teorias, fiquem ligados aqui no Sobre Sagas!

Fonte: ScreenRant

Arquiteto e Urbanista pós-graduando em Cenografia. Editor-Chefe e administrador do Sobre Sagas desde 2013. Apaixonado por adaptações cinematográficas, especialmente de fantasia.
FacebookInstagramLinkedin

1 comentário

  • Essa desculpa de Não Interferência assim como a de Livre Arbítrio tem sido utilizadas há muito tempo e já perderam validade. Na verdade essa política permitiu as maiores atrocidades na Ficção e na Vida Real e deveriam ser chamadas pelo que realmente são: Crime de Omissão.
    Quem pode deve ajudar. Ponto!

Deixe seu comentário