Cruella | Entenda a cena pós-créditos do novo live-action da Disney

Entenda aqui a emblemática cena pós-créditos de Cruella, novo live-action da Disney que conta a história de origem de Cruella de Vil.

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Entenda a cena pós-crédito de Cruella (Imagem: Reprodução/Disney)

Na última sexta-feira (28), chegou ao catálogo do Disney+, ainda em Premier Acess, o tão aguardado novo live-action da Disney, Cruella, trazendo a atriz Emma Stone no papel de Cruella de Vil. Entretanto, muitos que assistiram ao filme podem não ter se atentado a um detalhe muito importante: o filme Cruella tem uma cena pós-créditos! E não apenas isso: ela é bastante reveladora e levanta bastante questões sobre a clássica animação de 1961.

Se você já assistiu a Cruella — ou ainda não viu, mas não se importa com spoilers —, continue lendo esta matéria do Sobre Sagas e entenda melhor a cena pós-créditos do live-action!

Cena pós-créditos de Cruella

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Primeiramente, vamos relembrar a cena pós-créditos do filme Cruella. Nela, vemos dois cachorros da raça Dálmatas sendo entregues nas portas da jornalista Anita (Kirby Howell-Baptiste) e do ex-advogado, agora compositor, Roger.

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Os dois cachorros são nada mais nada menos que Pongo, que fica com Roger, e Perdita, que fica com Anita. Na cena, também é revelado quem foi a responsável pelos presentes: a própria Cruella de Vil (Emma Stone), que termina o bilhete com um “vejo você em breve”.

Cena pós-crédito de Cruella (Imagem: Reprodução/Disney Plus)
Cena pós-crédito de Cruella (Imagem: Reprodução/Disney)
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Além disso, também ouvimos Roger compondo a clássica canção-tema do filme de 1961: “Cruella de Vil. Cruella de Vil. If she doesn’t scare you, no evil thing will” (“Cruella Cruel, Cruella Cruel, é mais traiçoeira que uma cascavel“).

Implicações da cena pós-crédito de Cruella

Como você deve imaginar, essa cena pós-crédito, embora relativamente curta, tem implicações drásticas na trama de 101 Dálmatas e levanta diversas questões sobre a animação da década de 60.

Roger escreveu a canção antes dos eventos do filme de 1961

A começar com o fato de que, segundo o live-action, Roger compôs a canção antes dos eventos do filme de 1961 (lembrando que o live-action é uma prequela, mostrando a origem dos personagens, especialmente de Cruella de Vil).

Caso você não se lembre, na animação de 1961, Roger primeiro bola a melodia da música e em seguida improvisa a letra, no momento em que Cruella de Vil aparece em sua casa atrás dos filhotes de Dálmatas. Você pode conferir a cena em questão abaixo.

Entretanto, a cena pós-crédito de Cruella nos conta uma versão diferente: Roger já possuía a música pronta havia muito tempo.

Cruella foi a responsável por dar o casal de Dálmatas a Roger e Anita

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A segunda e principal mudança é justamente essa: Cruella foi a responsável por dar o casal de Dálmatas a Roger e Anita. O que muda muita coisa.

Na animação de 1961, um fator determinante para a relação entre Roger e Anita é justamente o fato de ambos possuírem um cachorro da raça Dálmata. Agora que sabemos que foi Cruella a responsável pelos presentes, também sabemos que foi ela a responsável, propositalmente ou não, por unir o casal.

Além disso, esse novo detalhe também tem implicações no maligno plano de Cruella, que, na animação clássica, deseja comprar os filhotes de Pongo e Perdita a fim de fazer um casaco de peles. O fato de ter sido Cruella a responsável por juntar não apenas o casal de humanos, mas também o casal de Dálmatas, nos leva a crer que tudo isso fazia parte do plano maior de, no futuro, ter acesso aos filhotes. Com Cruella tendo sido a responsável pela união de Pongo e Perdita, a vilã pode agora usar o argumento de que ela tem por direito propriedade sobre os filhotes.

Emma Stone como Cruella
Emma Stone como Cruella (Imagem: Reprodução/Disney)

Entretanto, o live-action ainda não deu conta de explicar totalmente a obsessão de Cruella em fazer um casaco com pele de Dálmatas. No filme, a personagem não chega a se tornar 100% uma vilã cruel e inconsequente como na animação da década de 60. O próprio fato de ela ter dado os cachorros de presente a Roger e Perdita, no contexto do filme, parece muito mais um gesto de agradecimento aos dois do que parte de um plano maior.

Fato é que esta cena pós-crédito levantou diversas questões sobre a trama, especialmente se compararmos o live-action com a animação de 1961. Entretanto, talvez não precisemos ficar apenas debatendo estas questões, já que há grandes chances de vermos um “Cruella 2” em algum momento futuro, a depender da recepção do primeiro filme por parte do público.

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Fontes: Disney+ e ScreenRant

Redator e revisor da WebGo Content, graduado em Letras – Português/Inglês pela PUCPR. Tem experiência com redação e revisão de textos para Web. Gosta de poesia, literatura, cinema, televisão e gatos.

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