Como “Alexandre O Grande”, protagonista da nova série da Netflix, morreu?

Alexandre, o lendário rei da Macedônia e comandante militar do maior império que o mundo já viu, tem sua vida e morte ainda como fonte de fascínio para muita gente, e não à toa, é o grande protagonista da mais nova série da Netflix: Alexandre: O Nascimento de um Deus. Mas como Alexandre, O Grande morreu?

Bem, se mesmo assistindo a série você ficou curioso por saber mais sobre o mistério da morte dessa figura história, é justamente sobre esse assunto que vamos tratar, nos embasando em pesquisas recentes que lançaram novas luzes, sobre o que, realmente, teria causado o fim da vida de Alexandre Magno.

Como Alexandre, O Grande, morreu? Teorias permanecem até hoje

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Aos 32 anos, a vida de Alexandre encontrou um fim abrupto que até hoje é debatido intensamente em meios aos estudiosos da vida do imperador.

O rei da Macedônia faleceu em junho de 323 a.C, segundo relatos da época, 10 dias após participar de um banquete no palácio de Nabucodonosor II. A doença que teria lhe tirado a vida, no entanto, não foi plenamente descoberta e assim, as teorias seguiram ultrapassando os milênios.

Em 2005, o historiador Andrew Chugg apresentou uma nova tese sobre o caso de Alexandre, onde apontou a malária como possível causa da morte. A teoria se embasava no fato de o imperador ter navegado pelas regiões pantanosas perto da Babilônia apenas duas semanas antes de sua morte, ocasião em que poderia ter sido infectado com a doença.

Posteriormente, em 2014, o toxicologista Leo Schep apresentou outra hipótese, sugerindo que ele poderia ter sido envenenado por uma planta chamada Veratrum album, conhecida por suas propriedades mortais em doses altas.

Contrapondo-se às teorias de malária e envenenamento, no entanto, a cientista Katherine Hall da Nova Zelândia apresentou em 2019 um estudo na revista Ancient History Bulletin, que traz uma explicação mais lógica para o estado que teria matado Alexandre.

Segundo ela, os sintomas que Alexandre apresentou e são relatados em documentos da época, e a duração da doença que o acometeu não são condizentes com as causas anteriormente sugeridas. Hall propõe, então, que o rei macedônio sofreu de síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que resulta em paralisia progressiva, e pode ser causada pela ingestão da carne de frango mal cozida, ou pelo leite não-pasteurizado. Alimentos que facilmente podem ter sido servidos à Alexandre.

Teoria ainda se apoia nos relatos de decomposição apenas após dias

Com base em relatos que indicam que o corpo de Alexandre não deu sinais de decomposição durante seis ou sete dias após o que foi considerado seu falecimento, Hall levanta a hipótese de que o soberano na verdade recebeu um falso diagnóstico de morte.

A síndrome de Guillain-Barré pode induzir um estado de paralisia em que a pessoa está consciente, mas imóvel e aparentemente sem respirar.

Assim, a pesquisadora defendendo a ideia que Alexandre ainda estava vivo seis dias após a data que historicamente é aceita como sua morte, e só após esse período, realmente faleceu, motivo para que seu corpo começasse a mostrar sinais apenas depois de tantos dias.

E você? Em qual teoria acredita? Conta pra gente aqui nos comentários!

Fonte: BBC

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Aline ResendeFormada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura. Trabalha na área de comunicação como Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para materiais em vídeo. Pseudo-cinéfila e apaixonada por todo universo Geek.
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